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SikurPhone é um smartphone idealizado para os milionários que possuem Bitcoin.

Se você reuniu uma quantia considerável em moedas criptográficas, provavelmente você não mantém tudo (ou qualquer um) no seu telefone. Contudo, a Sikur está pedindo para que você repense essa ideia.

Na terça-feira, a empresa apresentou o SikurPhone, um dispositivo de segurança equipado com uma carteira criptomoeda. Esta característica permitiria ao usuário guardar criptomoedas em seu celular sem temer perdê-las.

O telefone é baseado em uma versão altamente customizada do Android 7.0, de acordo com o COO Alexandre Vasconcelos da Sikur, que foi destacado na cabine da empresa durante o Mobile World Congress em Barcelona. Não é para usuários banais: Não oferece acesso à Play Store do Google, não aceita aplicativos que não tenham sido controlados pela Sikur, e seu visual é bem mais simples e profissional do que o de um Android comum e usado diariamente.

As especificações não te decepcionarão, pensou que elas seriam adequadas para a maioria dos usuários: uma tela Full HD de 5,5 polegadas, um processador MediaTek MT6750, 4 GB de RAM, 64 GB de armazenamento, uma bateria de 2.800 mAh e uma câmera traseira de 13 megapixels, bem como um atirador selfie de 5 megapixels.

Esta não é uma maneira tradicional de usar um telefone – na verdade, é provável que a maioria dos usuários não o use como dispositivo principal. Segundo Vasconcelos, é como usar uma carteira de hardware, muito popular para armazenar criptomoeda com segurança. Se o usuário perder seu dispositivo, pode ser limpo remotamente. Pode obter outro, fazer login e seus fundos estão seguros, pois suas chaves privadas estão armazenadas na nossa nuvem.

Há um potencial problema aí: o que Vasconcelos está descrevendo não é nada como o Ledger, que mantém as chaves privadas somente no próprio dispositivo. Possuir as chaves privadas das criptomoedas — que são essencialmente a única coisa necessária para acessar sua moeda — na nuvem tem desvantagens potenciais: os servidores da empresa podem ser invadidos por hackers. Não é algo incomum; só no primeiro semestre de 2018 já vimos diversas trocas grandes perdendo centenas de milhões de dólares em criptomoedas devido a invasões.

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Imagem: driles/iStock

Ao confiar seus recursos a uma única organização, pode não ser a opção mais desejada pelos proprietários de criptomoeda, mas, ao menos, a Sikur está tratando a questão de forma adequada. No final de 2017, a empresa contratou a HackerOne, uma companhia de caça a bugs, para verificar sua segurança. “Eles não conseguiram acessar nossas defesas”, contou Vasconcelos.

O telefone não é somente para aqueles que possuem grandes quantidades de criptomoedas; na realidade, a carteira é apenas um dos numerosos programas disponíveis na plataforma. Segundo o Sr. Vasconcelos, o celular é principalmente visto como um mecanismo para empresas e governos, embora ele acredite que há grandes possibilidades para usuários particulares também.

O celular SikurPhone está à venda desde já no site da Sikur ao preço de US$ 799, com os envios previstos para acontecerem durante o mês de agosto.

Moeda criptográfica.

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